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  • Foto do escritorAfinando o Cérebro

Praticar música melhora o processamento auditivo central

Cantar ou tocar algum instrumento musical torna a vida mais leve e divertida e traz benefícios para a nossa saúde, pois estimula o estado físico, emocional, cognitivo e social. Ao apreciar ou praticar música, diferentes áreas do cérebro humano são impactadas, incluindo o hipotálamo, cuja função é manter a temperatura corporal equilibrada e facilitar a comunicação entre o sistema nervoso e endócrino. Em outras palavras, ele regula o apetite, o sono e o estado de espírito, entre outras funções. Outra área acionada é o tálamo, responsável por interpretar informações sensoriais. Portanto, ele ativa a região principal responsável pelo armazenamento temporário da memória, principalmente a de longo prazo, e áreas associadas às habilidades cognitivas.


Além disso, a música estimula quatro neurotransmissores: dopamina, endorfina, ocitocina e serotonina. Esses quatro compostos são responsáveis pela sensação de satisfação, felicidade, relaxamento e bem-estar que experimentamos ao nos envolver nessas e outras atividades. A música pode ainda ajudar a regular os batimentos cardíacos e a respiração, sendo frequentemente utilizada para gerenciar o estresse.


Mas e o processamento auditivo central?


Ao promover tantas mudanças, a influência da música também reverbera no processamento auditivo central (PAC). A prática do estudo em música está intimamente relacionada a um melhor desempenho do processamento auditivo central, beneficiando tanto crianças quanto adultos. Diversos estudos já forneceram evidências de que o treinamento musical pode auxiliar na aquisição e no aprimoramento das habilidades auditivas.


Em adultos, a prática musical está associada a um processamento mais eficiente das informações sonoras, como a discriminação de sons, a localização espacial do som e a memória auditiva. No caso das crianças, o treinamento musical pode promover a maturidade do processamento auditivo e a exposição à música facilita o aprendizado de informações auditivas em recém-nascidos, pois é justamente no primeiro ano de vida das crianças que ocorre a maturação do sistema auditivo central, um período importante para o desenvolvimento das habilidades auditivas e da linguagem. Para que esse processo aconteça de forma satisfatória, as experiências auditivas são indispensáveis, pois favorecem a compreensão de informações, facilitam a socialização, comunicação interpessoal e principalmente o aprendizado.


Quais são os efeitos no cérebro?


A prática musical envolve a integração e a colaboração entre os hemisférios cerebrais direito e esquerdo. O hemisfério esquerdo está associado à análise e à compreensão de estruturas musicais, como a leitura de partituras e a execução de sequências rítmicas precisas. Ele desempenha um papel importante na coordenação motora necessária para tocar um instrumento. Por outro lado, o hemisfério direito está envolvido na expressão emocional e na percepção das nuances musicais. Ele contribui para a interpretação das emoções transmitidas pela música e para a improvisação criativa. Além disso, o hemisfério direito desempenha um papel fundamental no reconhecimento de padrões melódicos e na percepção de elementos musicais não verbais, como a tonalidade e a textura sonora.


Ou seja, o estudo da música estimula e aprimora o funcionamento dos hemisférios cerebrais esquerdo e direito, contribuindo para o desenvolvimento cognitivo, emocional e sensorial, pois à medida que é reproduzida, conexões neurais são criadas conectando os dois hemisférios cerebrais, que começam a trabalhar juntos. Portanto, a música desempenha um papel significativo no fortalecimento e no aprimoramento de habilidades específicas do processamento auditivo central, independentemente da idade.


Depois de conhecer todos esses benefícios, que tal começar hoje mesmo?


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