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26 de setembro, Dia Nacional do Surdo

A data de 26 de setembro marca o Dia Nacional do Surdo. Oficializado em 2008, o dia foi criado por meio de um decreto de lei e também celebra a fundação da primeira escola de surdos do Brasil, o Instituto Nacional de Educação de Surdos, no Rio de Janeiro. Embora muito já tenha sido conquistado, as pessoas com deficiência auditiva ainda enfrentam diversos obstáculos no dia a dia, que muitas vezes podem parecer simples e corriqueiros na vida de qualquer pessoa.


Dados do Instituto Locomotiva apontam que 6 em cada 10 brasileiros com deficiência auditiva têm dificuldades em realizar atividades habituais. E, não estamos nos referindo a um grupo pequeno de pessoas em nossa sociedade. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 5% da população brasileira é surda, esse número representa 10 milhões de pessoas, sendo que 2,7 milhões não ouvem nada. Globalmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que até 2050, 900 milhões de pessoas podem desenvolver surdez.


Por este motivo, em 2019, a OMS selecionou a surdez como um dos cinco pilares para se trabalhar mundialmente no século XXI. Entre as 345 ocorrências de saúde que mais impactam na qualidade de vida, monitoradas pela organização, a deficiência auditiva ocupa o quarto lugar. A surdez é considerada pela entidade a deficiência de maior impacto no índice de qualidade de vida da população, superando a deficiência visual e de locomoção.


Além das pessoas que já nascem com algum tipo de deficiência auditiva, a longevidade da população é apontada como um dos motivos para a crescente preocupação com a perda auditiva. Mudamos nossos hábitos e estamos muito mais expostos a ruídos como fones de ouvido em alto volume, viagens de avião, frequência em shows de música, trânsito ruidoso nas grandes cidades etc.


Como já citamos, a população com deficiência auditiva encara diversas dificuldades no dia a dia e em áreas importantes para o desenvolvimento da sociedade, como educação e mercado de trabalho.


No Brasil, a população surda apresenta porcentagens muito baixas de formação. Segundo estudo feito pelo Instituto Locomotiva e a Semana da Acessibilidade Surda, em 2019, cerca de 7% dos surdos brasileiros têm ensino superior completo, 15% frequentaram a escola até o ensino médio, 46% até o fundamental, enquanto 32% não têm um grau de instrução.

Quando o assunto é mercado de trabalho, o tema é ainda mais desafiador. Dos 10 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência auditiva, apenas 37% estão inseridos no mercado de trabalho. Dentre a população ouvinte esse número sobe para 58%, mostrando como os surdos estão mais distantes do mercado de trabalho. Além do acesso restrito à educação e ao mercado de trabalho, as pessoas surdas têm menos acesso a atividades culturais como ir ao cinema, por exemplo, e muitos relatam dificuldade para se comunicar com amigos e até mesmo familiares.

Assim, o dia 26 de setembro é uma data extremamente importante para relembrar as lutas, comemorar as conquistas alcançadas pela comunidade surda, propor a reflexão e o debate sobre os direitos e a luta pela inclusão das pessoas com qualquer tipo de deficiência auditiva em nossa sociedade.


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