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Dia do Professor: voz e habilidades auditivas

No dia 15 de outubro, comemoramos o Dia do Professor e a importância desse profissional, responsável por mediar a construção do conhecimento desde a infância. A origem da data vem de longe, lá no ano de 1827, quando nosso país ainda era uma monarquia e D. Pedro I instituiu um decreto que estabeleceu a criação do Ensino Elementar. Mais de 100 anos depois, em 1947, nesse mesmo dia o professor Salomão Becker propôs que a data fosse transformada num momento de reflexão sobre os caminhos da educação. Até que em 1963, outro decreto oficializou o dia 15 de outubro em homenagem ao professor.


De acordo com dados do Censo Escolar 2021, somente na Educação Básica temos mais de 2,2 milhões de professores. Já no ensino superior, o Censo da Educação Superior aponta que o número de docentes é de 366 mil.


Os desafios enfrentados pelos professores são muitos, vão desde a preparação das aulas à necessidade de falar por horas seguidas, e podem afetar a saúde, qualidade e desempenho desses profissionais.


Professor também é profissional da voz


Você sabia que nem só os cantores, atores, jornalistas e apresentadores conhecidos por suas atuações são profissionais da voz? Pois é, os professores também são considerados profissionais da voz, justamente por utilizarem a comunicação oral como ferramenta de trabalho. Não é incomum conhecer um professor que precisou ficar afastado da sala de aula em função de problemas vocais ou que já tenha apresentado algum sintoma como fadiga vocal, perda da voz, dor em região de garganta, rouquidão ou enfraquecimento da voz no final do período de trabalho. Estar atento aos sinais e sintomas que podem indicar alguma alteração vocal é essencial, assim como buscar ajuda sempre que necessário.


Algumas dicas simples como manter a hidratação, evitar falar em alta intensidade, fazer pausas durante a fala, ter uma alimentação saudável e espaço garantido para o sono e descanso podem contribuir para a dinâmica e para a saúde dos professores, embora saibamos que nem sempre o ambiente favoreça, principalmente quando há ruído em volta.


Portanto, além de cuidar da saúde vocal é importante que os professores estejam atentos à audição e habilidades do processamento auditivo central, importantes aliadas no monitoramento da própria voz.


Qual a relação entre processamento auditivo central e o trabalho dos professores?


Qualquer alteração no processamento auditivo central pode afetar as vias centrais da audição, ou seja, as áreas do cérebro relacionadas às habilidades auditivas responsáveis por um conjunto de processos que vão da detecção à interpretação das informações sonoras, afetando o processamento das informações captadas pelas vias auditivas.


A qualidade vocal está relacionada às habilidades de monitoramento auditivo. Se alguma dessas habilidades estiver alterada, o automonitoramento será prejudicado, modificando a percepção que a pessoa tem da própria voz. Isso pode fazer com que o professor fale mais alto que o necessário e não consiga autorregular a intensidade da voz quando sair da sala de aula, por exemplo. A médio ou longo prazo, este comportamento pode levar a um quadro de disfonia, ou seja, a um problema de voz.


O excesso de ruído, também afeta as habilidades auditivas. Seja o ruído ambiental da própria escola, como a conversa dos alunos ou sons de outras salas, passando pelos ruídos externos, como quando há uma rua com grande fluxo de carros próximo à janela, por exemplo. Diante dessa competição sonora, além de ser mais difícil monitorar a própria voz, o professor terá mais dificuldade de se comunicar com clareza e expressividade. Nesse momento, entra em cena a habilidade de ordenação temporal que envolve a percepção e processamento de dois ou mais estímulos sonoros, de acordo com a ordem em que ocorrem no tempo e está relacionada a aspectos de frequência, duração e intensidade. Dependemos dela, para perceber a prosódia, ter expressividade na fala e identificar sílabas tônicas. Considerando o trabalho que o professor exerce em sala de aula, se essa habilidade estiver alterada ele terá dificuldade para se comunicar de forma efetiva com os alunos.


A boa notícia é que as habilidades auditivas podem ser treinadas e aprimoradas, e o Afinando o Cérebro pode auxiliar nesse processo. Em uma plataforma totalmente online, os professores terão acesso a diversas atividades que estimulam a habilidade de ordenação temporal e todas as outras habilidades relacionadas ao processamento auditivo central, estimulando também a comunicação.


Se você é professor, experimente! Faça um cadastro agora mesmo e descubra como treinar suas habilidades auditivas.


Por fim, a todos os professores, profissionais da voz e comunicadores de excelência, nossa homenagem e agradecimento por contribuírem de forma fundamental para o desenvolvimento de crianças, adolescentes, adultos e idosos.


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